quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Estrelas.

  Somos como estrelas. Há bilhões e bilhões delas , estão todas espalhadas no Universo, sem um objetivo aparente, mas sempre lá, cumprindo a sua função de estar lá, porque assim alguém determinou. Cada uma com o seu brilho próprio, cada uma com seu valor. Todas enfeitam o céu, todas com a sua beleza. Mas quase ninguém as percebe lá, apesar de sempre terem estado lá, e apesar de ignorarmos a sua existência, ainda continuam lá. De dia não as notamos, mas quando a noite surge com sua escuridão , percebemos o quanto podem brilhar. Poucos são os que reparam nelas, os que param para contemplar a sua existência. Alguns escolhem uma para ser sua e dedicam a ela um momento só para admirá-la e vê-la brilhar. Quando estrelas colidem umas com as outras, geram buracos negros, podendo assim engolir tudo o que está próximo (ou não), podendo engolir o brilho de outras estrelas. E mesmo depois que morrem, dependendo da distância que estejam de nós, ainda poderemos ver os vestígios do seu brilho. Querendo ou não, são todas partes essenciais de uma constelação, elas não escolhem estar lá, simplesmente estão e devem brilhar nem mais nem menos, mas sim sincronizadas com as outras. Todas estão diante de uma estrela maior, o Sol, cujo brilho é incomparável, cuja força gravitacional as mantêm lá, onde devem estar. Quando estão unidas, o seu brilho é ainda mais intenso. Se você ver uma estrela solitária no céu, faça companhia à ela, a admire e aí sim você verá o quanto ela pode brilhar. Somos que nem estrelas, vivemos que nem estrelas, mas muitas vezes não agimos como estrelas, ou nem mesmo sabemos que somos estrelas.


                                                                                                                                                                     Isabelle Haaiara